É possível apresentar vitamina D baixa mesmo tomando sol. Isso acontece porque a produção dessa vitamina não depende apenas de morar em um lugar ensolarado. A rotina, o tempo passado ao ar livre, a idade e outras características de cada pessoa também fazem diferença.¹,²
Um estudo realizado com adultos de Salvador, São Paulo e Curitiba encontrou níveis inadequados de vitamina D em parte dos participantes, mesmo com a pesquisa feita durante o verão. O resultado mostra que a presença do sol, sozinha, não garante níveis adequados para todas as pessoas.³
Ao longo deste texto, você vai entender como a vitamina D é produzida, quais fatores podem influenciar seus níveis e quando vale conversar com um profissional de saúde.
Como o corpo obtém vitamina D?
A principal forma de produção de vitamina D acontece na pele, quando ela entra em contato direto com um tipo de raio solar chamado UVB.⁴
Também podemos obter pequenas quantidades por meio de alguns alimentos, como peixes gordurosos, gemas de ovos e alimentos enriquecidos.⁴ Quando houver necessidade, um profissional de saúde pode recomendar a suplementação.
A vitamina D auxilia:⁵
- Na absorção de cálcio e fósforo;
- Na formação de ossos e dentes;
- No funcionamento dos músculos;
- No funcionamento do sistema imune;
- Na manutenção dos níveis de cálcio no sangue.
Por que a vitamina D pode ficar baixa mesmo com sol?
Não existe uma única explicação. Geralmente, diferentes fatores podem estar envolvidos.
Passar muito tempo em ambientes fechados
Hoje, muitas pessoas passam grande parte do dia em casa, no escritório, na escola, no carro ou no transporte público.
Mesmo em uma cidade ensolarada, essa rotina pode reduzir o contato direto da pele com os raios solares relacionados à produção de vitamina D.³
E vale lembrar: a luz que entra pela janela deixa o ambiente mais claro, mas o vidro bloqueia grande parte dos raios UVB necessários para essa produção, conforme explica o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.⁴
Horário, estação e região
A quantidade de radiação solar disponível varia de acordo com:⁴
- O horário do dia;
- A estação do ano;
- A região onde a pessoa vive;
- A presença de nuvens e poluição;
- O tempo passado ao ar livre.
Como o Brasil é um país muito grande, a incidência solar não é igual em todas as cidades e épocas do ano.
O estudo EpiVida, realizado em três capitais brasileiras, observou diferenças entre as regiões avaliadas. A pesquisa também mostrou que outros fatores individuais podem influenciar os níveis de vitamina D.³
Características da pele⁴
A melanina é o pigmento que dá cor à pele e ajuda a protegê-la da radiação solar. Ela também pode influenciar a forma como a pele produz vitamina D.
Por isso, duas pessoas expostas ao sol por um período parecido podem apresentar respostas diferentes.
Isso não significa que exista um tempo de exposição igual para todas as pessoas. A orientação deve considerar as características individuais e os cuidados necessários com a pele.
Idade⁴
Com o passar dos anos, a pele pode produzir vitamina D com menos eficiência.
Além disso, algumas pessoas mais velhas passam menos tempo ao ar livre. Esses fatores podem ser considerados pelo profissional de saúde durante uma avaliação.
Alimentação e condições de saúde⁴,⁸
Poucos alimentos oferecem naturalmente quantidades relevantes de vitamina D. Ainda assim, uma alimentação variada continua sendo uma parte importante do cuidado com a saúde.
Algumas condições que afetam o intestino, os rins ou o fígado também podem interferir no aproveitamento da vitamina D pelo organismo. Certos medicamentos podem ter influência nesse processo.
Por isso, é importante informar ao médico ou nutricionista sobre condições de saúde e medicamentos de uso contínuo.
Existe um tempo certo de exposição ao sol?
O tempo necessário pode variar conforme o tom de pele, a idade, a região, o horário, a estação e a área do corpo exposta.⁴
Também é importante cuidar da pele. O Sociedade Brasileira de
Dermatologia orienta o uso de medidas de proteção, como roupas adequadas, chapéus, óculos, sombra e filtro solar, especialmente nos períodos de maior intensidade da radiação.⁹
Toda pessoa que toma pouco sol precisa de suplemento?
A necessidade de suplementação deve ser avaliada individualmente. Ela não depende apenas do clima ou do tempo passado em ambientes fechados.
Quando houver indicação, o profissional de saúde poderá orientar:
- Qual suplemento é adequado;
- A quantidade;
- A frequência de uso;
- O período de suplementação;
- A necessidade ou não de acompanhamento por exames.
A Anvisa explica que os suplementos servem para complementar a alimentação. Eles não substituem uma rotina equilibrada nem devem ser usados para tratar doenças.¹⁰
A linha Sany D reúne diferentes apresentações de suplementos com vitamina D. A escolha deve considerar as necessidades de cada pessoa e a orientação de médico ou nutricionista.
Cuidado individual faz diferença
Morar em um país ensolarado não garante níveis adequados para todos, mas informação confiável e orientação profissional ajudam a encontrar o cuidado mais adequado para cada pessoa.
A boa notícia é que esse cuidado pode ser feito de maneira simples e individualizada. Um médico ou nutricionista pode avaliar sua rotina, alimentação, histórico de saúde e necessidade de exames ou suplementação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1.HOLICK, M. F. Environmental factors that influence the cutaneous production of vitamin D. American Journal of Clinical Nutrition, v. 61, n. 3 Suppl., p. 638S-645S, 1995. DOI: 10.1093/ajcn/61.3.638S.
2. LIPS, P.; VAN SCHOOR, N. M.; DE JONGH, R. T. Diet, sun, and lifestyle as determinants of vitamin D status. Annals of the New York Academy of Sciences, v. 1317, p. 92-98, 2014. DOI: 10.1111/nyas.12443.
3. BORBA, V. Z. C.; LAZARETTI-CASTRO, M.; MOREIRA, S. D. S.; ALMEIDA, M. C. C.; MOREIRA, E. D. JR. Epidemiology of Vitamin D (EpiVida): a study of vitamin D status among healthy adults in Brazil. Journal of the Endocrine Society, v. 7, n. 1, bvac171, 2023.DOI: 10.1210/jendso/bvac171.
4. NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. Office of Dietary Supplements. Vitamin D: fact sheet for health professionals. Disponível em: https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminD-HealthProfessional/
5.GRANT, W. B.; WIMALAWANSA, S. J.; PLUDOWSKI, P.; CHENG, R.Z. Vitamin D: Evidence-Based Health Benefits and Recommendations for Population Guidelines. Nutrients, v. 17, n. 2, 277, 2025. DOI: 10.3390/nu17020277.
6. MAEDA, Sergio Setsuo et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, v. 58, n. 5, p. 411-433, 2014.
7. RIBAS FILHO, Durval et al. Posicionamento atual sobre vitamina D na prática clínica: posicionamento da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). International Journal of Nutrology, v. 12, n. 3, p. 82-96, 2019. DOI: 10.1055/s-0040-1709661.
8. LAMBERG-ALLARDT, C. Vitamin D in foods and as supplements. Progress in Biophysics and Molecular Biology, v. 92, n. 1, p. 33-38, 2006. DOI: 10.1016/j.pbiomolbio.2006.02.017.
9. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA (SBD). Comunicado oficial da SBD sobre câncer da pele, proteção solar e vitamina D. Rio de Janeiro: SBD, [s. d.]. Disponível em: https://www.sbd.org.br/comunicado-oficial-da-sbd-sobre-cancer-da-pele-protecao-solar-e-vitamina-d/.
10. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Brasil). Suplemento alimentar: o que você precisa saber para usar com segurança. Brasília, DF: Anvisa, [s. d.]. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares/suplemento-alimentar-o-que-voce-precisa-saber-para-usar-com-seguranca-1.
Sany D: suplemento alimentar em cápsulas. ALÉRGICOS: CONTÉM DERIVADOS DE SOJA E PODE CONTER DERIVADOS DE AMENDOIM E PEIXE. NÃO CONTÉM GLÚTEN. Alimento notificado na Anvisa: 25351.145251/2025-20.

